Arquivo do dia: abril 23, 2008

hoje é dia de feijoada!

Eu adoro feijoada. É certamente o prato que eu mais gosto, apesar de eu ser quase-japa e adorar um sushi (prato que vem em segundo lugar na minha preferência).

E por tanto adorá-la, muitas vezes ouvi histórias sobre suas possíveis origens, ainda ao pé do fogão ou já derrubada na mesa. Muito se fala sobre as origens vindas da senzala, mas eu prefiro acreditar nas influências de receitas européias como as responsáveis pelo prato mais famoso do Brasil.

Nosso prato-símbolo, tem semelhanças com receitas portuguesas que misturam feijão de vários tipos (menos o preto!) com lingüiças, orelhas e pé de porco; com receitas espanholas, como o cozido madrileño (que leva grão de bico) e, o motivo maio deste post, com a receita francesa do cassoulet, que é feito com feijão branco e também leva linguiças e orelha de porco, além de outras carnes.

Segundo Renata Braune (chef do restaurante Chef Rouge, que serve o Cassoulet durante o inverno), no entanto, o cassoulet “é, para eles, o equivalente ao nosso picadinho”

A receita abaixo é dela

Cassoulet

Ingredientes
(4 pessoas)
– 250g de feijão branco
– 1 folha de louro
– 1/2 cenoura
– 1 talo de salsão
– 1 cebola
– 1 cravo
– 30g de alho picado
– 200g de tomates sem pele e sem semente
– 2 coxas e sobrecoxas de pato confinadas na gordura
– 2 colheres (sopa) de gordura de pato ou de porco
– 4 lingüiças toscana
– 4 bistecas de porco
– 500 ml de caldo de galinha
– 3 colheres (sopa) de farinha de rosca
– 1 colher de sobremesa de tomilho fresco
– Salsinha, sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de Preparo

Cozinhar o feijão, já lavado, com o louro, a cenoura cortada em quatro, a
cebola com um cravo, sal e água até a altura do feijão. Deixar em fogo
baixo, e desligar quando os grãos estiverem firmes, porém cozidos. Reservar
com a água. Refogar na manteiga do pato, o alho e tomates, com as lingüiças,
a carne desfiada grosseiramente e do pato confinado. Fritar a bisteca de
porco pré salgada na gordura do pato e anexar ao refogado. Colocar tudo em
uma panela grande com os feijões e sua água, deixar cozinhar por 30 minutos
em fogo baixo e colocar aos poucos a farinha de rosca para engrossar o
caldo. Completar o caldo de galinha se necessário para ficar com mais caldo.
Salpicar com salsinha picada e retificar sal e pimenta do reino.

Opcional: Pode ser servida com as coxas e sobrecoxas inteiras.

 

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oui, oui, nós temos charles aznavour

O cantor francês Charles Aznavour se apresentou na semana passada por aqui. O show fez parte da excursão mundial “Farewell Tour”, que já foi anunciada como a despedida dele dos palcos (o que foi prontamente desmentido pelo octagenário e lengendário cantor).

Folha fez uma entrevista com ele antes da sua vinda… e algumas perguntas/respostas me chamaram atenção:

Folha – Qual sua relação com o público brasileiro e como você o define?

Charles Aznavour – Eu não vivo no Brasil, logo não posso dizer qual minha relação com o público brasileiro. Fui cinco ou seis vezes ao Brasil, e sempre foi muito agradável. Acho que o Brasil tem uma população que entende o francês, e esses fazem parte do meu público. Outros vêm por curiosidade.

Folha – Você conhece a música brasileira?

Aznavour – Sim, conheci muito bem. Quando fui pela primeira vez ao Brasil, havia uma cantora chamada Marlene, que tinha cantado no programa de Edith Piaf no Bobino de Paris por muito tempo, e de quem Piaf gostava muito. E a conheci porque eu morava na casa de Piaf. E quando cheguei ao Brasil, Marlene me disse: ‘Preparei uma surpresa para você, vou te mostrar o que há de mais novo aqui’. Ela tinha preparado uma noite com Jobim, João Gilberto, Elizeth Cardoso. Em uma noite, conheci o Brasil. Havia também um rapaz chamado Santos que morreu num desastre de avião e que cantava maravilhosamente bem…

Folha – Agostinho dos Santos?

Aznavour – Isso mesmo. Ele cantava uma das maravilhosas canções que ouvi nessa noite. Tinha uma que se chamava qualquer coisa do sol. Era assim. La la la la…

Folha – “Estrada do Sol”?

Aznavour – Isso mesmo. Conheci outras cantoras, mas não pessoalmente. Maysa, Simone, todas as pessoas que cantam bem.

A entrevista completa, aqui

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quase francesas

Quando a Bia sugeriu este tema, os franceses na nossa vida e o nosso jeito francês de ser, logo vieram na minha cabeça inúmeros nomes, inúmeras receitas, muitos amigos e dezenas de músicas. Achei que ia ser difícil, já que estamos tão entranhadas no nosso Japas, mas cheguei à conclusão que o ouioui está aí com tanta força quanto nossos olhos puxados.

Então, sejam bem-vindos ao nosso jeito francês de ser! Aqui começa uma nova viagem, com novos paladares e novos sons!

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