Arquivo do mês: julho 2008

conexão frança-japão

O artista francês Geneviève Glauker inaugurou em julho uma exposição simultânea em 3 lojas em Tóquio. Geneviève é responsável pela criação de ilustrações de mostros e personagens conhecidos como estes daí de cima.

Em 2005 o ilustrador já tinha feito uma parceria com a loja de departamento Hankyu (Osaka) dentro do projeto “Graffitti Meets Windows”

Se você se apaixonou pelo trabalho dele, como eu, clique aqui e veja todas as deliciosas opções que podem chegar na sua casa por correio.

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Ah! Em tempo: Geneviève já esteve no Brasil em 2007 participando da exposição Place: o mundo em uma maleta no Museu da Casa Brasileira.

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a próxima grande animação francesa?

Quando você pensa em animação francesa você lembra de que? Eu só penso em Bicicletas de Belleville, que tenho vontade de rever sempre. (E sempre lembro da menininha na minha frente no cinema que sacava antes de todo mundo o que ia acontecer, e dizia alto “Ih! Morreu!” e coisas do gênero)

Bom, no ano que vem, o criador Sylvain Chomet lança seu novo filme “O Ilusionista” baseado em um roteiro não filmado de 1956 do comediante Jacques Tati. Para mim, só a união dos dois nomes já aguça ainda mais a minha imaginação – e a minha vontade de que 2009 chegue logo.

Segundo Sylvain: “A história trata de um ilusionista dos anos 60 que viaja por aí no início dos fenômenos da televisão e do rockand roll. Ele se apresenta em Paris e Londres e conhece um escocês que o convida para ir a Iona. Lá, encontra uma jovem garota que trabalha em um bar e acredita que ele é um verdadeiro mágico. Os dois se envolvem em uma relação, vão para Edimburgo, mas ela conhece lá outra pessoa…” 

“Não é um assunto muito comum para um filme de animação. É mais direcionado para crianças, mas estou seguro que os adultos vão gostar também”

É esperar – só mais alguns meses – para conferir!!

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O criador: Sylvain Chomet

Tem 45 anos e dirije o estúdio de animação Django Films, criando animações comerciais, além de filmes de longa metragem.

Vídeos para matar a vontade enquanto 2009 não chega:

Comercial dirigido por Sylvain Chomet para a American Airlines

E essa animação para Winterthur que é genial!!

 

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batata rösti por rita lobo

Depois do salmão, da terrine, do coq au vin, a batata rösti complementa o jantar à francesa por Rita Lobo. Depois, bem, depois só as sobremesas…. logo em próximos posts.

Às batatas:

Ingredientes
6 batatas grandes
1 xícara (chá) de agrião (somente as folhas)
1 cebola roxa pequena
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 pitada de noz-moscada ralada na hora
sal a gosto

Modo de preparo

1.Numa panela média, coloque as batatas, 2 litros de água e 1 colher (chá) de sal. Leve ao fogo alto e, quando ferver, deixe cozinhar por 15 minutos. Retire as batatas e deixe esfriar.

2.Numa tábua, pique fino o agrião e a cebola. Reserve.

3.Quando as batatas esfriarem, descasque-as e passe no lado grosso do ralador. Transfira a batata ralada para uma tigela e tempere com noz moscada.

4.Numa frigideira antiaderente, refogue a cebola com 1 colher (chá) de azeite de oliva por 5 minutos em fogo médio. Junte o agrião, tempere com sal e misture bem.

5.Leve outra frigideira antiaderente ao fogo médio por 1 minuto. Coloque 1 colher (sopa) de azeite e espalhe metade da batata ralada. Acrescente o agrião e a cebola sobre a batata e cubra com a outra metade da batata ralada. Regue com o restante do azeite e deixe fritar por 10 minutos ou até que embaixo se forme uma casquinha dourada. Para virar a batata, transfira-a com uma espátula para um prato; coloque a frigideira virada de cabeça para baixo sobre o prato; segure os dois juntos com um pano de prato e vire.

6.Leve a frigideira de volta ao fogo e deixe a batata dourar por mais 15 minutos. Transfira para um prato e corte em 6 partes.

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c’est si bom guilhotinado!

Ontem a minha amiga Emilie (nossa luxuosa consultora aqui do Ouiouioui) me chamou pra irmos juntas ao C’est si bon, um evento anual que homanageia a cultura francesa. Fechado, claro que topei: domingão lindo de sol, delícias francesas, naquela ruazinha très charmosa de Moema, a Normandia.

A supresa foi que, para quem como eu não conhecia o evento, continuou como eu, sem conhecer. Parece papo de louco, mas foi isso mesmo que aconteceu. Acreditem, mas de acordo com o que me contaram os organizadores, o evento foi indeferido pelo sub-prefeito de Vila Madalena sr. Alexandre Mandonese, às 17:40h de sexta-feira, a menos de 24h da abertura.

Essa seria a sétima edição do C’est si Bom aqui em São Paulo, que no paralelo acontece há 12 anos em Belo Horizonte.

Os organizadores e simpatizantes estavam arrecadando assinaturas para um abaixo-assinado de protesto contra a atitude do sub-prefeito, que, segundo eles, foi descabida, uma vez que todas as exigências legais foram cumpridas. Uma situação, no mínimo, muito desconfortável pra todo mundo que saiu perdendo: os organizadores que se mostraram indignados, os expositores que tiveram um bruta prejuízo, os patrocinadores e a gente que perdeu essa oportunidade de comemorar a cultura francesa e ficou lá com cara de bobo.

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o mistério da sopa de cebola

Quanto mais eu viajo, mais quero descobrir as histórias e tradições da minha própria cidade. Por que como turista a gente se arrisca mais? Nos fantasiemos então de turista para passear por aí e descobrir o que a nossa cidade tem de bom, escondido na nossa memória ou na página de algum guia publicado em algum país distante.

Comecei com este parágrafo para justificar o porquê (se é que tem justificativa) de eu falar neste blog de uma coisa que eu nunca experimentei: tomar a tal da sopa de cebola (tradição francesa) no Ceasa (Centro distribuidor de alimentos de São Paulo)

Procurando por aí, descobri a cara que ela tem

Descobri uma receita, no blog Cozinha da Iliane

E ainda a história que está por trás dela (maio abaixo)

Mas nada de descobrir se alguém no próprio Ceasa ainda faz a bendita sopa. Vou continuar pesquisando (para matar a minha vontade a minha curiosidade) e volto já para contar os resultados da pequisa.

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A origem da Sopa de Cebola do Ceasa 

 

A história começa em 1960. Durante a construção do entreposto, os Gouveia, donos de um boteco da região, foram convidados pela diretoria do Ceasa (Centro de Abastecimento de hortifrutigranjeiros de São Paulo) para alimentar os peões. Deu tão certo que os portugueses criaram o “Restaurante do Gouveia”.

 

A idéia da Sopa de Cebola veio de Sidônio Gouveia, filho do proprietário, acostumado a caçar rãs no brejo do Jaguaré.

 

Criada para alimentar os pedreiros da construção do Ceasa, rapidamente a Sopa de Cebola passou a ser pedida certa entre os paulistanos de todas as classes sociais.

  

O caldo, estupidamente quente e gratinado, servia para espantar a umidade. O restaurante do Gouveia acabou, o do entreposto também, mas a fama e a qualidade da Sopa de Cebola permaneceram.

 

Até 1994, quando o restaurante fechou, o prato constava no programa obrigatório das noites frias de inverno.

 

Para resgatar o charme e o romantismo da época, os irmãos Carlos e Eduardo Affonseca resolveram patentear a receita original da Sopa de Cebola. Mergulharam em pesquisas, pois havia várias versões do famoso caldo. Chegaram, então, até o antigo fornecedor de cebolas, em Curitiba, que detinha a legítima fórmula. A Sopa de Cebola tornou-se, então, grife e ficou famosa nas noites de São Paulo.

 

Outra Sopa de Cebola conhecida é a do enorme mercado de Paris, o “Les Halles”. Os franceses costumam tomar sua Soupe a I’oignon acompanhada apenas de pão ou torradas e vinho tinto. 

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histórias de paris

Todo mundo tem uma história sobre Paris. Seja sonhada, seja vivida, seja escutada atentamente.
Neste livro de Mário Benedetti, as histórias são sobre o exílio, o amor, a solidão, o desamor e a amizade. Histórias profundas, narradas com simplicidade, que têm como cenário comum esta Paris que não aparece nos cartões postais.
As ilustrações são do artistas Antonio Seguí e recriam este mundo cru, poético e às vezes cômico que aparece nas páginas de Benedetti.
O livro ainda não foi traduzido para o Português, mas é tão lindo que vale a pena tentar lê-lo em qualquer outra língua (aqui, em Espanhol).

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frança animada

O festival de animação Animamundi começou nesta quarta-feira (e já termina no domingo) e conta com várias participações de artistas franceses, entre eles Samuel Torneux com o Même les Pigeons Vont au Paradis

E também:

“Hold Duck”, de Maxime Vannienschoot e Thomas Delache

Que você pode ver no MySpace da dupla

“Jotun”, de Jean-Denis Coindre, Vladimir Eskandari, François Mauge e Vincent Schneider

Qu você pode ver aqui

Além de outros como:

“Crash Test”, de Ah-Khoon Didier, Dusart Olivier, Fouquart Agnes, Mattera Etienne, Rouby-Serieis Gaelle, Toselli Carlo e Trystram Martin

“Musicothérapie”, de Amael Isnard, Manuel Javelle e Clément Picon

“Oracle”, de Lens, Buisson, Legranche e Desnoyelles

“Le Jour de Gloire…”, de Bruno Collet

“Quidam Dégomme”, de Rémy Schaepman

“Premier Voyage”, de Grégoire Sivan

“La Queue de la Souris”, de Benjamin Renner

“Replay”, de Boumediane, Delmeule, Voisin e Felicite-Zulma

“La Tête dans les Flocons”, de Bruno Collet

 “Monsieur Cok”, de Franck Dion

“Oktapodi”, de Julien Bocabeille, François Xavier Chanioux, Olivier Delabarre, Thierry Marchand, Quentin Marmier e Emud Mokhberi 

 “Marin”, de Alexandre Bernard, Pierre Pages e Damien Laurent

“Switch”, de Jean-Julien Pous e Pierre Prinzbach

“L’Homme à la Tête de Poule”, de Sylvain Jorget, Axel Morales e Mathias Rodriguez

“Demain”, de Christophe Alenda

Entre muuuitos outros. Talvez o país com maior presença no evento seja realmente a França. Veja aqui, procure por aí ou, se der tempo, vá lá pessoalmente ver. Mais informações no site do Animamundi.

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