Arquivo do mês: julho 2008

c’est si bom guilhotinado!

Ontem a minha amiga Emilie (nossa luxuosa consultora aqui do Ouiouioui) me chamou pra irmos juntas ao C’est si bon, um evento anual que homanageia a cultura francesa. Fechado, claro que topei: domingão lindo de sol, delícias francesas, naquela ruazinha très charmosa de Moema, a Normandia.

A supresa foi que, para quem como eu não conhecia o evento, continuou como eu, sem conhecer. Parece papo de louco, mas foi isso mesmo que aconteceu. Acreditem, mas de acordo com o que me contaram os organizadores, o evento foi indeferido pelo sub-prefeito de Vila Madalena sr. Alexandre Mandonese, às 17:40h de sexta-feira, a menos de 24h da abertura.

Essa seria a sétima edição do C’est si Bom aqui em São Paulo, que no paralelo acontece há 12 anos em Belo Horizonte.

Os organizadores e simpatizantes estavam arrecadando assinaturas para um abaixo-assinado de protesto contra a atitude do sub-prefeito, que, segundo eles, foi descabida, uma vez que todas as exigências legais foram cumpridas. Uma situação, no mínimo, muito desconfortável pra todo mundo que saiu perdendo: os organizadores que se mostraram indignados, os expositores que tiveram um bruta prejuízo, os patrocinadores e a gente que perdeu essa oportunidade de comemorar a cultura francesa e ficou lá com cara de bobo.

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o mistério da sopa de cebola

Quanto mais eu viajo, mais quero descobrir as histórias e tradições da minha própria cidade. Por que como turista a gente se arrisca mais? Nos fantasiemos então de turista para passear por aí e descobrir o que a nossa cidade tem de bom, escondido na nossa memória ou na página de algum guia publicado em algum país distante.

Comecei com este parágrafo para justificar o porquê (se é que tem justificativa) de eu falar neste blog de uma coisa que eu nunca experimentei: tomar a tal da sopa de cebola (tradição francesa) no Ceasa (Centro distribuidor de alimentos de São Paulo)

Procurando por aí, descobri a cara que ela tem

Descobri uma receita, no blog Cozinha da Iliane

E ainda a história que está por trás dela (maio abaixo)

Mas nada de descobrir se alguém no próprio Ceasa ainda faz a bendita sopa. Vou continuar pesquisando (para matar a minha vontade a minha curiosidade) e volto já para contar os resultados da pequisa.

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A origem da Sopa de Cebola do Ceasa 

 

A história começa em 1960. Durante a construção do entreposto, os Gouveia, donos de um boteco da região, foram convidados pela diretoria do Ceasa (Centro de Abastecimento de hortifrutigranjeiros de São Paulo) para alimentar os peões. Deu tão certo que os portugueses criaram o “Restaurante do Gouveia”.

 

A idéia da Sopa de Cebola veio de Sidônio Gouveia, filho do proprietário, acostumado a caçar rãs no brejo do Jaguaré.

 

Criada para alimentar os pedreiros da construção do Ceasa, rapidamente a Sopa de Cebola passou a ser pedida certa entre os paulistanos de todas as classes sociais.

  

O caldo, estupidamente quente e gratinado, servia para espantar a umidade. O restaurante do Gouveia acabou, o do entreposto também, mas a fama e a qualidade da Sopa de Cebola permaneceram.

 

Até 1994, quando o restaurante fechou, o prato constava no programa obrigatório das noites frias de inverno.

 

Para resgatar o charme e o romantismo da época, os irmãos Carlos e Eduardo Affonseca resolveram patentear a receita original da Sopa de Cebola. Mergulharam em pesquisas, pois havia várias versões do famoso caldo. Chegaram, então, até o antigo fornecedor de cebolas, em Curitiba, que detinha a legítima fórmula. A Sopa de Cebola tornou-se, então, grife e ficou famosa nas noites de São Paulo.

 

Outra Sopa de Cebola conhecida é a do enorme mercado de Paris, o “Les Halles”. Os franceses costumam tomar sua Soupe a I’oignon acompanhada apenas de pão ou torradas e vinho tinto. 

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histórias de paris

Todo mundo tem uma história sobre Paris. Seja sonhada, seja vivida, seja escutada atentamente.
Neste livro de Mário Benedetti, as histórias são sobre o exílio, o amor, a solidão, o desamor e a amizade. Histórias profundas, narradas com simplicidade, que têm como cenário comum esta Paris que não aparece nos cartões postais.
As ilustrações são do artistas Antonio Seguí e recriam este mundo cru, poético e às vezes cômico que aparece nas páginas de Benedetti.
O livro ainda não foi traduzido para o Português, mas é tão lindo que vale a pena tentar lê-lo em qualquer outra língua (aqui, em Espanhol).

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