Arquivo do mês: agosto 2008

o embaixador do ano da frança no brasil

Danilo Santos de Miranda, diretor geral do SESC-SP, será o presidente do comissariado do “Ano da França no Brasil”, que já tem 200 atrações confirmadas, mas ele que que cheguem a 600! O Brasil e o ouiouioui agradecem!

Entre as 200 atrações já confirmadas estão mostras de Léger e Matisse na Pinacoteca e Chagall no Masp.  Shows de Patrick Bruel e concerto na Osesp com regência de Louis Langré, e a adaptação da obra de Serge Gainsbourg pela Orquestra Imperial, com participação de Jane Birkin! Além disso, grupos de teatro e até jogadores franceses (talvez a seleção inteira) venham para o evento.

Esperamos mais notícias!

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pepare-se para as meninas do plastiscines

Os dois shows das meninas    na cidade acontecem dia 4, à 1h, no Vegas e dia 6, às 23h, no Via Funchal.

Aproveite para ouvir o novo rock que embala a França e caprichar no look, inspirando-se na mistura de peças das francesinhas.

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livraria francesa

Quando você pensa em Paris, aposto que lembra sempre dos cafés. Se pensar um pouquinho melhor, vai lembrar também que a cidade é cheia de livrarias e os cafés lotados de gente lendo. Para ter a sensação de que está em Paris, folheando livros que você amaria entender (ou entende e se deleita), eu sugiro uma ida à Livraria Francesa.

Na do centro, a primeira, uma seleção fantástica de livros, incluindo livros de arte e livros para crianças, e a delícia de estar a poucos metros do Teatro Municipal, do Viaduto do Chá, das ruas estreitas do centro e sua arquitetura… e a chance de acreditar por alguns minutos que a alma de Paris passou por alí.

Na da Vila Olímpia, a chance não só de encontrar um bom livro, como também de experimentar receitas típicas, como croque-monsieur, quiches, saladas e crossaints, no Café Monteil, localizado dentro da unidade. Segundo Silvia Monteil, terceira geração dos Monteil à frente da Livraria, a elaboração doc ardápio conta inclusive com algumas receitas de família!

Veja mais no site da Livraria, que completou 60 anos em 2007.

Centro – R. Barão de Itapetininga, 275

Vila Olímpia – R. Professor Atílio Innocenti, 920

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ícones franceses: os pães

O mais famoso deles talvez seja o croissant , falado e comido de boa cheia por todos os cantos do mundo. A nossa vizinha Argentina tem sua própria versão, a medialuna, ou meia lua, que se difere no uso de alguns ingredientes e é um pouquinho mais “seca”.

Mas fato é que, como existe muita divergência sobre a origem do croissant – a Wikipedia fala em Polônia, Austria, entre outros – resolvi eleger outro pão como o pão mais francês: o brioche !

Sim, sim, pensei na baguete  também, que faz parte do dia-a-dia dos franceses e ajuda a medir o nível de crise no país (um querido amigo conta que quando em Paris começaram a vender meia baguete todo mundo se assustou… era um sinal de que a economia não ia nada bem). Mas me parece um pão mais difundido, e até confundido com outros pães que temos por aqui. Por isso, mais uma vez, o brioche! 

O brioche é inconfundível e quase irreproduzível (veja os passos fotográficos da receita aí embaixo). É um pão enriquecido (o que quer dizer basicamente que leva muita manteiga e muito ovo) e classicamente vem neste formato  mas pode aparecer também em forma de pão de fôrma e de trança. De acordo com a Wikipedia, existem menções a este tipo de pão já no século 13, mas acredita-se que ele seja ainda mais antigo, descendendo de um tipo de pão romano.

O genial é que o brioche consegue ser tão leve e tão delicado, apesar da quantidade de manteiga que vai na sua receita. Para mim, alguns dos melhores da cidade podem ser encontrados no Le Vin Patisserie na Alameda Tietê e, obviamente, no Douce France, onde o chef patissier Fabrice Le Nud faz e vende seus deliciosos pães (sim, apesar do Douce no nome, tem pão também) – e ele dá a receita do brioche em seu site.  

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i can’t speak french

Tá, estava eu aqui, tentando fazer um post sério sobre as dificuldades de falar francês e me deparo com esse grupo de música britânico chamado Girls Aloud, para mim quase um Spice Girls, cantando (e fazendo sucesso) com o hit I Can’t Speak French…

Lá vai:

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a frança também é aqui – o verdadeiro neoclássico

Voltando um pouco na história… a influência francesa na arquitetura brasileira durou aproximadamente de 1816 até a Segunda Guerra Mundial e se manifestou sob a forma de quatro estilos distintos: o neoclássico, o eclético, o Art Déco ou Art Nouveau e o moderno.

De acordo com Carlos Lemos, arquiteto e professor titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, no Rio de Janeiro, essa influência foi mais forte na época do império e em São Paulo começou a partir do estilo eclético (século XIX), patrocinado principalmente pelos barões do café.

O interessante é que, segundo Lemos, essa inspiração trouxe para o Brasil muito mais do que uma estética de fachada, mas um modo de morar à francesa, em que, pela primeira vez, as construções eram divididas em alas totalmente independentes – de dormir, de estar e de serviço. “Essa é, com certeza, a maior contribuição da arquitetura francesa ao Brasil. Conceito utilizado até hoje na maioria dos projetos”, afirma.

O neoclássico

A arquitetura neoclássica foi fruto da reação antibarroco e anti-rococó, deflagrada pelos novos artistas-intelectuais do século XVIII – formados no clima cultural do racionalismo iluminista e educados no entusiasmo crescente pela Civilização Clássica, cada vez mais conhecida e estudada devido aos progressos da arqueologia e da história.

Achei uma lista de características* deste movimento artístico na arquitetura, mas talvez o vídeo abaixo ilustre melhor os seus pontos principais, apresentados a partir de prédios de São Paulo:

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* A lista:
  • Materiais nobres (pedra, mármore, granito, madeiras)
  • Processos técnicos avançados
  • Sistemas construtivos simples
  • Formas regulares, geométricas e simétricas
  • Uso de abóbodas de berço ou de aresta
  • Uso de cúpulas, com frequência marcadas pela monumentalidade
  • Espaços interiores organizados segundo critérios geométricos e formais de grande racionalidade
  • Pórticos colunados
  • A decoração recorreu a elementos estruturais com formas clássicas, à pintura rural e ao relevo em estuque
  • Valorizou a intimidade e o conforto nas mansões familiares
  • Decoração de carácter estrutural

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oui, charles aznavour de volta. prepare-se

Sim, Charles Aznavour mal veio e já está voltando. Sorte nossa! Em abril deste ano, o cantor anunciou que fazia a sua última apresentação em terras brasileiras, mas cinco novas apresentações já foram anunciadas para setembro próximo em São Paulo (dia 11), Recife (dia 12), Fortaleza (dia 13), Goiânia (dia 16) e Rio de Janeiro (dia 20).

Nascido em Paris com o nome de Chahnour Varinag Aznavourian, o cantor é filho de um casal de armênios que fugiram do massacre turco. A mãe do cantor era atriz e o pai, barítono, fazendo com que o ícone da música francesa crescesse em um ambiente de artistas e poetas.

“Eu sou um artesão, um homem tranqüilo que escreve e faz suas canções”, afirmou o cantor quando esteve em São Paulo.

Autor de mais de mil canções, em mais de 70 anos de carreira, Aznavour conta que gosta das diferentes interpretações que são dadas às suas músicas e que sempre tenta absorver influências dos países onde se apresenta. No caso do Brasil, Tom Jobim e João Gilberto tiveram peso sobre sua visão musical. Aznavour disse que conheceu o músico baiano em um jantar e delcarou ter tido o privilégio de conhecer a bossa nova antes da França e dos EUA. 

Em São Paulo, o show ocorre no Via Funchal, em Recife, no Chevrolet Hall, em Fortaleza, no Siara Hall, em Goiânia, na Arena Goiânia, e Rio, no Vivo Rio.

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Leia mais sobre a última turnê do cantor aqui

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