Arquivo do mês: setembro 2008

comme les autres

Estreia deste fim-de-semana, Comme les Autres (que tem no Brasil o terrível título de Baby Love), confirmando os paradoxos da França moderna, um país onde o aborto é legalizado e acessível, mas um casal de homossexuais, mesmo que dentro de uma união estável e financeiramente bem, não pode adotar uma criança.

E é este o mote da comédia de Vincent Garenq, o roteirista e diretor que faz sua estréia no cinema, depois de muitos anos à frente de programas de TV. O cineasta teve a idéia do filme quando descobriu que um velho amigo, gay, viajou com o namorado e um casal de lésbicas para discutirem a possibilidade de terem filhos.

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yelle, a francesa do clipe genial, vem aí

Já falamos sobre Yelle aqui, por conta de seu genial clipe, com a dança tendência Tecktonik. Agora, ela vem ao Brasil para um show com letras de um dia-a-dia cheio de sexo, vibradores e humor, e pede para que os fãs apareçam vestidos a carater, inspirados no figurino do clipe Ce Jeu. Que eu publico aqui caso você se anime:

Aqui, a matéria completa da revista da Folha:

“Se é verdade que ela só canta sobre seu dia-a-dia, a vida de Yelle, alcunha da francesa Julie Budet, que se apresenta terça, dia 30, no clube Glória, deve ser cheia de sexo, hétero e homossexual, luxúria, humor e moda. 

Yelle, diminutivo da frase inglesa “you enjoy life” (aproveite a vida), já foi rotulada de musa do novo “french touch” à rainha do tecktonik, a dança que se espalhou como praga mundo afora via YouTube. 

Na primeira turnê desse lado do Atlântico, ela, o marido Grand Marnier, na bateria, e Tepr, no teclado, fazem show com repertório do disco de estréia, “Pop Up”. 

Mais do que suas influências e temas por trás das músicas -o tamanho do seu sutiã e seu melhor amigo, o vibrador, são alguns deles-, importa saber que a garota que diz amar “ser livre para cantar sobre lesbianismo e vibradores” arma uma verdadeira festa. Ela pede que o público vista máscaras e se prepare para um desbunde fashion -no palco, vai vestir criações do jovem designer belga Jean-Paul Lespagnard. 

Quem quiser ter uma idéia desse visual luxo total pode conferir o clipe de “Ce Jeu”, disponível na internet.” 

O show acontece na terça-feira, dia 30, no Clube Glória

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na mostra delírios em 35mm

Hoje, domingo, Ladrão de Sonhos (ou La Cité des Enfants Perdus), uma co-produção de França, Espanha e Alemanha de 1995. O diretor e os atores são franceses (Direção: Jean-Pierre Jeunet e Marc Caro. Com: Ron Perlman, Dominique Pinon, Jean-Claude Dreyfus, Jean-Louis Trintignant) e história traz um homem incapaz de sonhar e que rapta crianças para roubar seus sonhos… até que um caçador de baleias parte em busca de seu irmão desaparecido e descobre a Cidade das Crianças Perdidas.

É lindo, é delirante, é emocionante. E é uma desculpa para não ficar em casa neste domingo.

Às 16h30, na Cinemateca Brasileira.

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O diretor, Jean-Pierre Jeunet, para quem ainda não caiu a ficha, é o mesmo diretor do fofo e encantador Amelie Poulain e do surreal Delicatessen.

   

Demorei a conectar as duas (ou as três) realizações do diretor. Mas olhando bem para esta cena de Delicatessen, é bem fácil fazer a conexão com a estética de Amelie… não acha?

Mais informações sobre a mostra, aqui

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raridade em mostra no unibanco

Na mostra “Sessão Cinéfila”, hoje, ao meio dia no Espaço Unibanco 3, uma oportunidade única de ver o filme fantástico francês, de 1974, Les Gaspards (Os Alegres Subterrâneos de Paris, em português)

A resenha é simples “Pessoas começam a desaparecer misteriosamente em Paris, levando a polícia à loucura. Um pacato dono de bar investiga e descobre uma bizarra sociedade secreta que habita os subterrâneos da cidade. Lançado também como “Não Entre Pelo Buraco””, mas prepare-se para uma história cheia de metáforas e fantasias

Gerard Depardieu participa do filme, mas fazendo uma ponta. Veja que ele nem aparece no cartaz do filme, mas pode ser visto nesta cena aqui:

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A mesma mostra apresenta, no dia 11 de outubro, o também filme francês Alexandre, Le Bienheureux (Alexandre, O Felizardo). A comédia dirigida por Yves Robert é de 1967 e tem a seguinte sinopse:

“História de um fazendeiro bonachão e sonhador que após trabalhar anos feito um cão, sob as ordens da esposa controladora, enviúva e passa só a fazer o que quer. Passa dois meses na cama, enquanto seu cachorrinho vai às compras por ele. Um comportamento que vai contra a mentalidade de trabalho reinante na cidade e que por isso causará espanto e a reação contrária dos moradores.”

Veja 3 minutos do filme aqui (e fique com vontade de ver os outros 97:

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grande rio em clima de oui, oui!

Complementando o post “A França no Enredo Carnavalesco“, aqui vão algumas fotos da apresentação oficial do samba-enredo no último dia 22 de setembro. Veja e imagine os 4.000 componentes da escola entoando juntos ”Voilá, Caxias! Para sempre liberte, egalité, fraternité. Merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê!”

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são luís do maranhão, fundada por franceses

São Luís do Maranhão foi escolhida como a Capital Brasileira da Cultura 2009. Sim, isso não tem absolutamente nada a ver com o assunto deste post? Não! O que eu descobri, lendo esta notícia, é que a cidade, cujo centro histórico é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, foi a única cidade fundada por franceses. A fundação teria ocorrido em 1612, mas existem muitas controvérsias, já que São Luís também éconsiderada a mais portuguesa das capitais…

Bom, a Wikipedia diz que “a ocupação no Maranhão aconteceu a partir da invasão francesa à Ilha de Upaon-Açu (Ilha de São Luís) em 1612, liderada porDaniel de La Touche, Senhor de La Ravardière, que tentava fundar colônias no Brasil. Os franceses chegaram a fundar um núcleo de povoamento chamado França Equinocial e um forte chamado de “Fort Saint Louis“. Esse foi o início da cidade de São Luís.” Mas a história segue, contando que os portugueses expulsaram os franceses da região em 1615.

Outra reportagem diz também que a cidade foi assim batizada em homenagem ao rei francês Luís 13

Se foi coincidência ou não o fato da cidade mais francesa do Brasil ter sido escolhida como capital da cultural em 2009, justo no ano da França no Brasil, isso não tem importância. O importante é imaginar que isso tudo vai dar numa festa e tanto, com muito bumba meu boi e muita chanson française!

 

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a frança no enredo carnavalesco

Você nunca pensou que o tema França desse samba? Pois deu! A Grande Rio vai abrir o Ano da Franca no Brasil com o samba-enredo “Voilá, Caxias! Para sempre liberte, egalité, fraternité. Merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê!”.

Para apresentar o tema, a escola levou ao palco da Cidade do Samba um cenário à la Moulin Rouge com a apresentação de Paola de Oliveira, rainha da bateria da escola. Veja no vídeo abaixo:

E, se você ainda não se convenceu que a sofisticada França pode dar pano pra manga e virar Samba Enredo, veja parte da justificativa do enredo dada pelo carnavalesco Cahe Rodrigues

“No carnaval de 2009 o G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio fará uma homenagem ao ano da França no Brasil. Para tal, nossa intenção é consolidar a relação fraterna entre esses dois países que, ao longo da história, sempre tiveram uma relação próxima, preponderante, entre outras coisas, para a construção da identidade do Brasil como Nação. Os últimos anos, quer seja nas artes, ciência, tecnologia, educação ou na cultura em geral provam que a França sempre se fez presente em nosso país.”

E vamos lá! Em ritmo de carnaval “Voilá, Caxias! Para sempre liberte, egalité, fraternité. Merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê!”.

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