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a saudade é brigitte bardot

brigitte-bardot

Vi E Brigitte Criou Bardot sobre a vida e carreira de uma das mulheres mais bonitas e mais expostas de todos os tempos. O documentário, que passou na GNT e tem reprises no sábado dia 22 e na segunda dia 24 de novembro, é conciso e muito atraente, como a própria personagem. Fiquei encantada por sua beleza, mas principalmente por sua sagacidade, ela era esperta, e está incrivelmente lúcida, minha gente.

Em um dos momentos do filme ela diz algo como “É cansativo ser bela o tempo todo. Sorte que agora sou feia e estou recuperando o tempo perdido”.

Musa de vários artistas e cantores franceses, Brigitte (BB) também deixou sua marca por aqui, em canções que a relembram e a veneram:

“a saudade
é uma colcha velha
que cobriu um dia
numa noite fria
nosso amor em brasa
a saudade
é brigitte bardot

acenando com a mão
num filme muito antigo”

de Zeca Baleiro

 

A Brigitte Bardot está ficando velha,
envelheceu antes dos nossos sonhos.

Coitada da Brigitte Bardot,
que era uma moça bonita,
mas ela mesma não podia ser um sonho
para nunca envelhecer.
A Brigitte Bardot está se desmanchando
e os nossos sonhos querem pedir divórcio.
Pelo mundo inteiro
têm milhões e milhões de sonhos
que querem também pedir divórcio
e a Brigitte Bardot agora
está ficando triste e sozinha.
Será que algum rapaz de vinte anos
vai telefonar
na hora exata em que ela estiver
com vontade de se suicidar?
Quando a gente era pequeno,
pensava que quando crescesse
Ia ser namorado da Brigitte Bardot,
mas a Brigitte Bardot
está ficando triste e sozinha”

de Tom Zé

 

“A Maria “tá”, “tá” sim senhor

Quem disse que “tá” foi o doutor (bis)

Que bom qu’eu vou ser pai
E o papai vai ser vovô
Se for homem eu vou botar meu nome
Se for mulher é Brigitte Bardot!”

de Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

E tem mais BB, no nosso próximo post…

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hummmm ratatouille

Engraçado, não sei porque demorei tanto a pensar neste tema para um post. Hoje estava começando a escrever algo sobre a estrutura de um restaurante tipicamente francês, e me veio a lembrança de que uma amiga disse que a cozinha do filme Ratatouille era a exata reprodução de uma cozinha à la francesa.

E daí para o ratatouille, o prato em si, foi um pulo. 

Segundo Saul Galvão, “A (ou “O”?) ratatouille é uma receita típica da Provence e extremamente popular em toda França, onde é servida como entrada ou acompanhando outros pratos, como vários assados. Também fica ótima fria.”

A receita, publicada no livro “A cozinha e seus vinhos” também de Saul Galvão, é bem detalhista:

Ingredientes:

4 berinjelas médias;
sal grosso;
2 pimentões vermelhos;
2 pimentões amarelos;
4 abobrinhas mais ou menos do mesmo tamanho;
2 cebolas;
3 dentes de alho;
6 colheres de sopa de azeite de oliva;
2 ou 3 ramos de manjericão;
sal e pimenta-do-reino.

Utensílios:

Uma faca, uma tábua de cozinha, um garfo de cozinha com haste longa, uma colher de pau, uma frigideira grande, pesada e os pratos para dispor os ingredientes.

Modo de fazer:

Corte as berinjelas em fatias longitudinais de perto de um centímetro de espessura. Disponha numa assadeira e espalhe bastante sal grosso por cima. Deixe descansar durante uma hora. As berinjelas vão soltar bastante água e devem perder um pouco do amargor.

Enquanto isso prepare os demais ingredientes. Se quiser, descasque os pimentões. Sem as cascas, eles ficam mais fáceis de digerir. Para isso, espete num garfo de cozinha e leve diretamente à chama do gás. Vá virando até queimar, até deixar preta, toda a superfície. Retire a pele sob água corrente, esfregando com as mãos. Retire os talos, as sementes e corte em quadrados de uns dois centímetros.

Corte a abobrinha em fatias e depois em cubos de mais ou menos uns dois centímetros.

Pique as cebolas, os dentes de alho. Corte com as mãos as folhas de manjericão.

Passado o tempo de descanso no sal (uma hora), prepare a berinjela. Retire as fatias do sal e lave muito bem. É bom lavar umas duas vezes para retirar o sal. Seque com cuidado e corte em quadrados de uns dois centímetros.

Com todos os ingredientes preparados, esquente o azeite numa frigideira grande e pesada. Fogo baixo. Refogue rapidamente a cebola e o alho. A cebola deve apenas murchar, sem mudar de cor. Acrescente os demais ingredientes (berinjelas, abobrinhas e pimentões).

Vá refogando no fogo bem baixo, mexendo de tempo em tempo com a colher de pau, até cozinhar os vegetais. Deve secar o líquido que eles naturalmente soltam, o que leva de 20 a 30 minutos.

Salgue, apimente e retire do fogo. Espalhe por cima o manjericão e sirva.

E ele ainda dá sugestões de vinho:

Admite tintos, brancos e rosados. Prefiro os tintos aromáticos e meio robustos como os da Provence. Um bom Dão, um Montepulciano d´Abruzzo podem ser adequados. Quem preferir os brancos, deve escolher exemplares bem secos e aromáticos, como alguns do Sul da França e das Côtes du Rhône. Na Provence, o rosado local muitas vezes acompanha a ratatouille. Escolha um rosado seco, de preferência do Sul da França, como Lirac, Tavel e Bandol. Mas há ótimos rosados também em Portugal e, mais recentemente, na Argentina (rosados de Malbec).

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Detalhe importante: o ratatouille do filme foi criado pelo chef Thomas Keller do restaurante francês French Laundry, onde é servido tal e qual se vê na animação.

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um filme. dois diretores. dois países.

Um filme. Dois diretores. Dois países. Com a direção do francês Jean-Pierre Duret e da brasileira Andrea Santana, o filme Puisque Nous Somme Nés conta a história de dois meninos de Pernambuco que só enxergam como solução de vida ir para qualquer outro lugar.

Jean-Pierre Duret 
Nasceu em Savoie, França, em 1953, numa família de fazendeiros. Depois de longa experiência no teatro com Armand Gatti, tornou-se engenheiro de som. Entre seus trabalhadores como diretor estão Un beau jardin, par exemple (1986), Les jours de la lune (1990), Romances de Terre et d’Eau (2001) e Le Rêve de São Paulo (2004). 

Andrea Santana 

Nasceu no Nordeste do Brasil, em 1964. Trabalhou como arquiteta e urbanista. Começou a trabalhar com documentários em 2000 com Jean Pierre Duret. Entre seus trabalhos estão Romances de Terre et d’Eau (2001) e Le Rêve de São Paulo (2004).http://www.mostra.org/32/exib_filme.php?filme=419&language=pt

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os franceses da mostra

Acabam de publicar a lista completa da Mostra Internacional de São Paulo e aqui estão os franceses. Assim que tiver tempo, detalho um pouco mais. Enquanto isso, programe-se:

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cinema mudo com orquestra francesa

A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo apresenta dois clássicos do Cinema Mudo, Poil de Carotte (1925), de Julien Duvivier e O Homem que Ri (1928), de Paul Leni. Mas o mais especial é que eles serão exibidos com o acompanhamento da orquestra Octuor de France.

A orquestra foi criada em 1979 pelo clarinetista Jean-Louis Sajot, dando foco à música de câmera do século 18, com temperos da atualidade, e os projections-concerts, nos quais o grupo acompanha 12 dos maiores filmes da era do cinema mudo.

Os músicos já estiveram aqui anteriormente, tocando no auditório do Parque do Ibirapuera.

Em breve publico a data de exibição dos filmes.

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crítica implacável para busca implacável

O trailler…

A crítica…

Thriller francês impessoal copia fórmula norte-americana

Liam Neeson é um agente secreto aposentado na produção de Luc Besson

CÁSSIO STARLING CARLOS
CRÍTICO DA FOLHA

“Não pisem no meu rabo que eu não mordo.” Com este lema, Brian Mills, um agente secreto aposentado, segue sua vida pós-aposentadoria. Até que uns malvados raptam sua filha e… o resto todos sabem.
A máquina de fazer filmes sempre esteve associada a Hollywood, com seus métodos impessoais de gestão e eficácia como qualquer outro negócio.
Então, por que não copiar tudo isso quando se pretende realizar um produto de puro entretenimento? É o raciocínio que alimenta “Busca Implacável”.
Com a impessoalidade do thriller à moda americana, o filme é uma produção francesa que emula os códigos da matriz sem esquecer de incluir a truculência como força-motriz.
Por trás da idéia só podia estar Luc Besson, que produz e assina o roteiro. Desde “O Quinto Elemento” (97) havia ficado óbvia a inspiração de Besson na fórmula hollywoodiana do espetáculo, o que o levou a abandonar em definitivo as tentativas de soar original que marcavam seus primeiros filmes.
“Busca Implacável” busca um lugar ao sol no mercado global.
O mimetismo se estende ao elenco, encabeçado por Liam Neeson. O ator passou, de modo arriscado, a se atrelar a papéis que exigem mais esforço físico do que atuação. Em torno dele, os mais reconhecíveis vêm de seriados de TV.
Para tocar o longa, Besson convocou Pierre Morel, técnico experiente como diretor de fotografia e câmera, capaz de decidir rápido e com eficiência como filmar correrias, explosões e perseguições de carros pelas ruas parisienses.
O jogo de gato e rato entre o protagonista e os raptores de sua filha busca atualização em temas como a máfia do Leste Europeu e a paranóia xenófoba dos americanos. De um lado, Neeson exercita sua musculatura para eliminar tudo que se interponha entre seus ideais e a segurança da filha. De outro, uma legião de estrangeiros constituem o pacote de vilões.
A aparição diluída de atores cujas faces são mais reconhecíveis pelos espectadores de TV leva a supor que “Busca…” seja uma exploração do filão “24 Horas”, com um pai na pele de super-herói infalível e uma família ameaçada, projeções simbólicas de um país tomado pelo medo depois de 2001.
Mas até Jack Bauer projeta nuances e significados menos óbvios, como a sucessão de inimigos internos e traições que mantêm a série de TV. “Busca…”, ao contrário, elege os americanos como heróis impolutos e a despachar todo o resto do mundo para o inferno.


BUSCA IMPLACÁVEL
Produção: França, 2008
Direção: Pierre Morel
Com: Liam Neeson, Maggie Grace
Onde: estréia hoje nos cines Eldorado, Jardim Sul e circuito
Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos
Avaliação: ruim

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comme les autres

Estreia deste fim-de-semana, Comme les Autres (que tem no Brasil o terrível título de Baby Love), confirmando os paradoxos da França moderna, um país onde o aborto é legalizado e acessível, mas um casal de homossexuais, mesmo que dentro de uma união estável e financeiramente bem, não pode adotar uma criança.

E é este o mote da comédia de Vincent Garenq, o roteirista e diretor que faz sua estréia no cinema, depois de muitos anos à frente de programas de TV. O cineasta teve a idéia do filme quando descobriu que um velho amigo, gay, viajou com o namorado e um casal de lésbicas para discutirem a possibilidade de terem filhos.

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