Arquivo da categoria: …nossos franceses

um arquiteto da moda em paris ou nosso franceses: gustavo lins

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Brasileiro, Gustavo Lins estudou arquitetura por aqui e foi aplicar tudo o que aprendeu em terras francesas, primeiro trabalhando com grandes nomes da área (Vuitton, Galliano, Gaultier, e Hermès) e depois abrindo seu próprio Atelier em 2003, com coleções femininas e masculinas.

Suas coleções se destacam pelo aspecto “construtivo” de suas roupas, as estruturas estudadas delicadamente, como em um projeto de arquitetura.

“J’ai vraiment le sentiment d’exprimer l’esprit de l’architecture à travers le vêtement” diz o estilista em seu site.

“A distance, c’est un objet; porté, ça devient une espace. Je le construit, mais c’est la personne avec son esprit et son intelligence et sa personnalité qui l’occupe!”, complementa, sugerindo que cada roupa é uma moradia, que deve ser ocupada pela personalidade daquele que a ocupa. 

O chique é que ele foi nomeado um membro visitante do Paris Chambre Syndicale de la Haute Couture em 2007!

E é chamado constantemente para desenvolver projetos artísticos:

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nossos franceses: sebastião salgado

Sebastião Salgado talvez seja o mais reconhecido fotógrafo brasileiro, e eu tenho que confessar que muitas vezes fiquei na dúvida sobre sua nacionalidade. Também, pudera, apesar de ter nascido aqui em 1944, ele vive em Paris há muito tempo, tendo inciado lá sua carreira de fotógrafo aos 29 anos (depois de se formar como economista).

Tendo como principal tema a condição humana, com registros fotográficos feitos na América Latina e na África (especialmente na região de Sahel, onde trabalhou por sete anos em cooperação com a organzação francesa  “Medecins sans Frontières”), o nosso fotógrafo tem vários livros publicados, muitas exposições no histórico e um número enorme de prêmios como Eugene Smith Award for Humanitarian Photography (USA) em 1962, Oskar Barnack Prize (Alemanha) em 1985 e 1992, “Rey de España” Award (Espanha) em 1998, Erna and Victor Hasselblad Award (Suécia) em 1989, “Grand Prix de la Ville de Paris” (França) em 1991, e “Grand Prix National du Ministère de la Culture et de la Francophonie” (França) em 1994, além de outros.

Esse é o nosso fotógrafo, nosso Sebastião, nosso olhar do Brasil em terras francesas (e no mundo)!

E mais:

Vídeo completo sobre o trabalho dele, aqui

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uma franco-brasileira: anne fontaine

Conhecida por suas camisas e por seus clientes famosos, a Franco-Brasileira foi há 20 anos para França para estudar Biologia e acabou construindo um império da moda, com mais de 70 pontos de venda espalhados pela Europa, Asia e Estados Unidos.

O diferencial de Anne Fontaine está no fato de que ela fundamenta suas coleções em torno de variações criativas da clássica camisa branca, usando materiais como linho, cetim e organza, com rendas, babados e outros elementos decorativos.

Nada como uma peça da estilista para trazer charme e muita classe para o armário básico de qualquer mulher.

Veja mais no site da marca

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nossos brasileiros na frança: oscar niemeyer

“Se eu não pudesse mais viver no Rio, é em Paris que eu moraria”, disse o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer em 1990 a um jornalista francês. No período em que ficou exilado na capital francesa (entre os anos de 1967 e 1972) projetou, de graça (e baseado em todas as suas convicções socialistas), a sede do Partido Comunista Francês.

O prédio está hoje na lista dos monumentos nacionais da França e é admirado por sua fachada ondulada, como se fosse uma bandeira ao vento. Mais tarde, ele realizou a obra que a UNESCO incluiu, em 2005, na lista do patrimônio mundial: a Casa da Cultura, da cidade francesa de Le Havre, inaugurada em 1982.

(Informações obtidas em reportagem realizada por Mário Câmera)

Em dezembro de 2007, o arquiteto foi condecorado com a medalha e o título de comendador da Ordem Nacional da Legião da Honra em cerimônia comandada pelo embaixador da França no Brasil.

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feijoada do olivier

chef olivier

chef olivier

Todo dia dá vontade de publicar uma receita aqui no ouiouioui. É evidente que a cultura francesa tem zilhões de outros aspectos irresistíveis, mas… Da série “pratos típicos da cozinha brasileira interpretados por chefs franceses”, segue a receita de Olivier Anquier para a feijoada. Aliás, um chef que há tempos já faz parte dos nossos franceses (!)

Ingredientes, para 50 porções:

• 8 kg de feijão preto
• 5 kg de arroz
• 4 kg de carne seca
• 3 kg de lombo salgado
• 3 kg de costela salgada
• 1 kg de toucinho defumado
• 3 kg de lingüiça calabresa
• 1 kg de lingüiça de paio
• 2 kg de carne fresca (pá, peito ou acém)
• Cebola, alho e folhas de louro a gosto

Prepare assim:

• Deixe as carnes de molho por no mínimo 12 horas de antecedência para tirar o excesso de sal;
• Lave o feijão e coloque-o para cozinhar em uma panela com as carnes;
• Conforme o cozimento das carnes, vá tirando-as da panela para não desmancharem;
• À parte, faça um refogado com bastante alho (bem amassado) e bastante cebola (bem picada);
• Quando a cebola e o alho estiverem dourados, coloque o feijão e prove o sal;
• Sirva o feijão e as carnes em recipientes separados para que as pessoas possam escolher a carne que desejam comer.

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nossos franceses: fortunée henry e roger henry

Mais do que a história de um restaurante, o La Casserole, Fortunée Henry e Roger Henry protagonizaram uma verdadeira história de amor.

Filha de parisienses nascida na Turquia, ela desembarcou em São Paulo em 1948, acompanhando o marido que vinha trabalhar no país. Quatro anos depois, Henry abriu o La Casserole no Largo do Arouche, onde a casa está até hoje. Os dois atuavam em sintonia. Ela ocupava-se do salão; ele, da administração e da cozinha. “Superamos dificuldades, como trazer ervas, especiarias e moedores de pimenta da França por navio”, lembra Fortunée. Embora não fosse o chef, Henry, morto em novembro de 2005, preparava diante da clientela alguns pratos, entre eles o steak tartar. Fortunée, recebia o jet set daqui e estrelas internacionais.

A única grande reforma do prédio aconteceu em 1960, quando duplicou sua área e ganhou uma adega subterrânea. E assim permaneceu sob o reinado do casal até 1987, quando a direção passou à filha única, Marie-France.

Além de continuar no mesmo lugar, na frente das charmosas bancas de flores do Largo do Arouche, o restaurante também mantêm uma relação de amor com seus clientes (muitos fidelíssimos) e com seus funcionários, que hoje tocam a casa em regime de cooperativa. São todos apaixonados pelo lugar.

Fortunée ainda janta no La Casserole todas as noites em sua mesa cativa, dando continuidade à sua linda história de amor.

Trechos extraídos da revista Veja.

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nossos franceses: erick jacquin

Na nossa empreitada entre OuiOui e Japas, acabamos sempre esbarrando em um tema de um quando estamos procurando assunto para o outro. E foi numa dessas que, comprando a Gula especial do Centenário da Imigração Japonesa, “flagrei” o Jacquin fazendo miojo!

O Jacquin (Erick Jacquin) é um dos grandes cozinheiros franceses, com sotaque e tudo, que escolheram o Brasil para espalhar suas gostosuras. Ele é especiaista em foie gras (aliás, gostaria de saber o que ele acha do foie gras preparado pelo Mura no Kinoshita) e, segundo o artigo na Gula, adora Miojo. Sim, ele diz “Compro miojo para não cozinhar”. 

O chef, natural de Dun Sur (França Central) chegou no Brasil em 1995, trabalhou no Le Coq Ardy, depois no Café Antique e hoje comanda o restaurante que leva seu nome: La Brasserie Erick Jacquin. Lá, volta e meia ele muda o cardápio, mas mantem sempre um foie gras (pelo menos!) e seus pratos de brasserie (hambuger, omelete, steak tartar…). Mistura português com francês, assim como mistura ingredientes brasileiros com preparos franceses.

Em 2003, naturalizou-se brasileiro! E diz: “Sou um francês de coração brasileiro”

 

* Eleito Chef do Ano pela Veja São Paulo

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