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inhotim recebe francesa

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Dominique Gonzalez-Foerster, artista francesa de destaque na cena contemporânea mundial, é conhecida por propôr experiências através de suas obras. Agora ela chega ao Brasil, e vai direto para Inhotim, o templo da arte contemporânea atual.

Seu trabalho “Promenade” é um trabalho sonoro, instalado em uma grande sala retangular de uma das galerias do Centro de Arte Contemporânea Inhotim, em Brumadinho (MG) – na mesma galeria onde estão espostos trabalhos de outros artistas com trânsito internacional como Olafur Eliasson e Macchi.

Com esta obra Foerster diz ter como um dos seus principais objetivos provocar um impacto na percepção do espectador. “Trata-se de um ambiente puramente sonoro que funciona como uma longa seqüência cinematográfica sem imagens. É a dimensão do espaço que garante a experiência.

Ou seja, a aparição de imagens, recordações e visões ligadas à chuva. O estímulo é puramente auditivo –nenhum suporte visual exceto o espaço vazio do museu, repleto de chuva”, explica ela em entrevista para a Folha.

A instalação foi exposta pela primeira vez em Paris, em 2007, e já passou pelo Museu de Arte Contemporânea de León, na Espanha, e pelo Guggenheim, em Nova York. 

Por aqui, ela participou da 27ª Bienal de São Paulo, em 2006 com uma obra m que fazia uma intervenção nas estruturas de apoio do prédio da Bienal, dialogando com a arquitetura do local expositivo, como ela gosta.

** Centro de Arte Contemporânea Inhotim (r. B, 20, Brumadinho, Minas Gerais; tel. 0/xx/31/3227-0001)

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a pintura francesa no século XIX

Primeiro livro de uma série que renovou os estudos de história da arte na Europa. Cinco autores abordam aspectos essenciais na formação de movimentos como o realismo, o impressionismo e o pós-impressionismo, em Paris, entre 1848 e 1900. Analisam os argumentos em favor e em oposição a uma “história social da arte”, que compreende as representações como produtos de práticas sociais demarcadas e destacam aspectos pouco estudados, como a influência do feminismo na pintura impressionista.

O livro é da Cosac Naify.

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última semana: nicolas-antonine taunay no brasil

Esta é a última semana para ver a exposição “Nicolas-Antoine Taunay no Brasil: Uma Leitura dos Trópicos” que mostra paisagens cariocas à maneira de vila italiana, raros escravos em cena e uma luminosidade um tanto fosca.

A pinturaVista do Pão-de-Açúcar a Partir do Terraço de Sir Henry Chamberlain resume bem as marcas de Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830): um paisagista francês pouco afeito à escravidão e que veio para cá em busca da beleza dos trópicos. Assim como Jean-Baptiste Debret (1768-1848), ele integrou o grupo de artistas da Missão Francesa, que atuou no Brasil durante os tempos de dom João VI. Com curadoria de Lilia Moritz Schwarcz, a retrospectiva revela um forte teor histórico em boa parte das setenta pinturas reunidas. Além das imagens do Rio de Janeiro, a exposição apresenta retratos que Taunay fez de seus familiares, um lado menos conhecido de sua obra. Veja também na Pinacoteca: O ArtDeco Brasileiro: a Coleção Fulvia e Adolpho Leirner (mostra com 38 peças, entre mobiliário, tapeçarias, pinturas e esculturas)

Na Pinacoteca do Estado, até domingo dia 7 de agosto.

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adriana varejão reconhecida pela frança

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Durante a cerimônia de abertura da sua galeria no Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, Adriana Varejão recebeu a comenda de Chevalier des Arts et dês Lettres, título conferido pelo governo francês a personalidades que se destacam no panorama cultural internacional.

A cerimônia, ocorreu no último dia 15 e foi comandada pelo cônsul-geral da França no Rio, Hugues Goisbault e pelo adido cultural, Dimitry Ovtchinnikoff.

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o franco-americano duchamp

Marcel Duchamp (1874 – 1968 ) é francês, mas desenvolveu boa parte de sua obra nos Estados Unidos, criou do ready made e influenciou várias linhas artisticas como a pop art e a instalação. Com o ready made, tirava objetos do seu contexto original e os resignificava.

É com algumas de suas mais famosas obras como a “Roda de Bicicleta” e “A Fonte” (criada a partir de um mictório) que Duchamp “chega” a Sao Paulo em uma exposição no MAM: “Marcel Duchamp: Uma Obra de Arte que Não é Uma Obra “de Arte'”.

Boa oportunidade para ver muitas de suas obras em um mesmo espaço, e pensar, mais uma vez, no significado da Arte.

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“Não acredito em arte. Acredito em artistas” Duchamp

“Viver é mais uma questão de o quanto se gasta do que de o quanto se faz” Duchamp

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na calmaria de lyon

Na região de Lyon, na vila de Saint-Romain-au-Mont-d’Or, tudo ia bem e tranquilo, com seus leites e queijos e sua vista privilegiada, quando então, Mr Ehrmann compra e transforma uma mansão da região, com seus tijolos “dourados”, em uma apocalíptica-coletiva-megalomaníaca obra de arte. 

Dezenas de artistas foram chamados para compôr o cenário, com piscina de sangue, bunkers destruídos e um retrato de Bin Laden e Bush, fundidos em uma única esquina da casa

A entrada é gratuita, e guiada. E o que se vê de fora já é um prenúncio alucinante das sensações, de amor e ódio, provocadas por cada detalhe exposto nos jardins e em todos os cantos da casa.

A discussão que o fundador pretende colocar em pauta está relacionada ao do perigo proporcionado pela burguesia – o que, vindo de um dos homens mais ricos da França, é um tanto curioso. Mas não deixa de ser impressionante, e muito divertido!

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