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le beaujolais nouveau est arrivé!

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Daqui a pouco muitos dos restaurantes e todas as importadoras de vinho estarão anunciando a chegada do Beaujolais Nouveau. O vinho, paparicado por uns, odiado por outros, tem sua “chegada” nos mercados de todo o mundo na terceira quinta-feira de todo mês de novembro. Sim. Uma loucura! O franceses fazem um esquema tal que milhares de estabelecimentos em 200 países recebem o famoso vinho no mesmo dia, o que ajuda a “marquetear” a chegada da safra. 

A descrição do vinho é simples: um vinho jovem e frutado, feito com uvas Gamay, no leste da França. É a primeira leva da safra do ano, de Beaujolais, por isso Nouveau.

A grande questão é que, diferentemente de outros vinhos franceses, feitos para durar, o Nouveau deve ser tomado em no máximo 90 dias e, dizem os especialistas, não tem muita personalidade. 

Mas, vale a pena pela festa e por mais um motivo para celebrar com taças erguidas!

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Aqui, alguns pareceres e informações sobre o Beaujolais

“A moda dos nouveau ditada nos termos da produção em massa, ao estilo fast food, foi responsável por colocar no mercado uma bebida pobre, com uma imagem de um vinho insípido feito para ser bebido imediatamente.”, de Jackson no QVinho

“Por ser novo, o Beaujolais Nouveau tem sabor excessivamente frutado, que não agrada a muitos brasileiros. Também é muito perecível e não deve ser guardado por mais de noventa dias.”, em reportagem antiga da Veja 

“Produzido na região francesa da Borgonha, o Beaujolais é um vinho vinificado rapidamente, num processo de maceração carbônica. Os primeiros escritos sobre ele são de 956 e referem-se aos vinhedos de Brulliacus – hoje, Brouilly. No século XVI passou a ser comercializado fora de sua região. Primeiro em Paris e, depois, em outras cidades francesas. Às vésperas da Revolução Francesa, uma grande comemoração foi feita em Paris para anunciar a chegada do Beaujolais Nouveau.” do Guia dos Curiosos

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comme les autres

Estreia deste fim-de-semana, Comme les Autres (que tem no Brasil o terrível título de Baby Love), confirmando os paradoxos da França moderna, um país onde o aborto é legalizado e acessível, mas um casal de homossexuais, mesmo que dentro de uma união estável e financeiramente bem, não pode adotar uma criança.

E é este o mote da comédia de Vincent Garenq, o roteirista e diretor que faz sua estréia no cinema, depois de muitos anos à frente de programas de TV. O cineasta teve a idéia do filme quando descobriu que um velho amigo, gay, viajou com o namorado e um casal de lésbicas para discutirem a possibilidade de terem filhos.

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Arquivado em ...no cinema

uma paixão: uma le creuset

Não posso me considerar uma cozinheira, nem perto disso, mas quem disse que eu não posso me apaixonar por uma Le Creuset? A panela preferida de muitos chefes por aí, é fruto da criação de dois belgas radicados na França: Arnaud Desaegher (especialista em ferro fundido) e Octave Aubecq (especialista em esmaltação), que começaram em 1925 uma pequena produção de panelas esmaltadas de ferro fundido, em Fresnoy Le Grande, pequena cidade do norte da França.

Além da tradição, quem é que pode resitir a uma dessas panelas? Se você não cozinha, pode ter uma mini, em forma de coração ou de fruta para decorar a mesa… aliás, olha a foto que encontrei, com o chefe de cozinha Erick Jaquin provando um molho diretamente da sua mini frigideira Le Creuset.

 

Peça de família

 

Em alguns lugares da França existe uma curiosa tradição: quando há m casamento na família, a noiva ganha de presente da mãe ou da sogra uma Le Creuset usada. Para eles, isso traz sorte aos noivos.

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ícones franceses: os pães

O mais famoso deles talvez seja o croissant , falado e comido de boa cheia por todos os cantos do mundo. A nossa vizinha Argentina tem sua própria versão, a medialuna, ou meia lua, que se difere no uso de alguns ingredientes e é um pouquinho mais “seca”.

Mas fato é que, como existe muita divergência sobre a origem do croissant – a Wikipedia fala em Polônia, Austria, entre outros – resolvi eleger outro pão como o pão mais francês: o brioche !

Sim, sim, pensei na baguete  também, que faz parte do dia-a-dia dos franceses e ajuda a medir o nível de crise no país (um querido amigo conta que quando em Paris começaram a vender meia baguete todo mundo se assustou… era um sinal de que a economia não ia nada bem). Mas me parece um pão mais difundido, e até confundido com outros pães que temos por aqui. Por isso, mais uma vez, o brioche! 

O brioche é inconfundível e quase irreproduzível (veja os passos fotográficos da receita aí embaixo). É um pão enriquecido (o que quer dizer basicamente que leva muita manteiga e muito ovo) e classicamente vem neste formato  mas pode aparecer também em forma de pão de fôrma e de trança. De acordo com a Wikipedia, existem menções a este tipo de pão já no século 13, mas acredita-se que ele seja ainda mais antigo, descendendo de um tipo de pão romano.

O genial é que o brioche consegue ser tão leve e tão delicado, apesar da quantidade de manteiga que vai na sua receita. Para mim, alguns dos melhores da cidade podem ser encontrados no Le Vin Patisserie na Alameda Tietê e, obviamente, no Douce France, onde o chef patissier Fabrice Le Nud faz e vende seus deliciosos pães (sim, apesar do Douce no nome, tem pão também) – e ele dá a receita do brioche em seu site.  

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a dança tendência

De tempos em tempos um novo estilo de dança aparece para balançar as pistas. Pode ser que fique de vez, pode ser que fique demodê, mas não deixam de aparecer.

Os franceses estão comandando uma nova tendência na dança, com sua Tecktonik:

também conhecida como “tck“,”electro dance“, “vertigo“,”Milky Way“, é uma forma de dança baseada na mistura de hip hop e techno (80s Vogueing, 90s Wave dancing e Breakdancing) e tem sido associada a músicas do estilo Hardstyle e também Electro house. Começou em Paris em 2000 em um clube noturno chamado Metropolis e ganhou atenção no ano passado, na Paris Techno Parade de setembro. 

Difícil explicar uma forma de dança tão cheia de movimentos como o popping e o locking, o vogue e o wacking… mais fácil ver de uma vez esta performance de um videoclipe da cantora Yelle

E que tal um tutorial para dançar igual?

Veja todos aqui, e arrase nas pistas de dança!

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uma franco-brasileira: anne fontaine

Conhecida por suas camisas e por seus clientes famosos, a Franco-Brasileira foi há 20 anos para França para estudar Biologia e acabou construindo um império da moda, com mais de 70 pontos de venda espalhados pela Europa, Asia e Estados Unidos.

O diferencial de Anne Fontaine está no fato de que ela fundamenta suas coleções em torno de variações criativas da clássica camisa branca, usando materiais como linho, cetim e organza, com rendas, babados e outros elementos decorativos.

Nada como uma peça da estilista para trazer charme e muita classe para o armário básico de qualquer mulher.

Veja mais no site da marca

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nossos brasileiros na frança: oscar niemeyer

“Se eu não pudesse mais viver no Rio, é em Paris que eu moraria”, disse o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer em 1990 a um jornalista francês. No período em que ficou exilado na capital francesa (entre os anos de 1967 e 1972) projetou, de graça (e baseado em todas as suas convicções socialistas), a sede do Partido Comunista Francês.

O prédio está hoje na lista dos monumentos nacionais da França e é admirado por sua fachada ondulada, como se fosse uma bandeira ao vento. Mais tarde, ele realizou a obra que a UNESCO incluiu, em 2005, na lista do patrimônio mundial: a Casa da Cultura, da cidade francesa de Le Havre, inaugurada em 1982.

(Informações obtidas em reportagem realizada por Mário Câmera)

Em dezembro de 2007, o arquiteto foi condecorado com a medalha e o título de comendador da Ordem Nacional da Legião da Honra em cerimônia comandada pelo embaixador da França no Brasil.

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