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o brasil francês

“Em O BRASIL FRANCÊS, Andrea Daher analisa as características da missão francesa no Brasil – que buscava a cristianização e a ocidentalização dos selvagens -, a partir de um estudo da colônia do Maranhão. A autora compara os discursos dos capuchinhos franceses com os dos jesuítas portugueses e reflete com sutileza sobre os diferentes olhares desses colonizadores. O livro acompanha também os destinos de seis tupinambás em Paris, onde chegaram levados por padres.”

O livro está à venda no site da Americanas.com

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última semana: nicolas-antonine taunay no brasil

Esta é a última semana para ver a exposição “Nicolas-Antoine Taunay no Brasil: Uma Leitura dos Trópicos” que mostra paisagens cariocas à maneira de vila italiana, raros escravos em cena e uma luminosidade um tanto fosca.

A pinturaVista do Pão-de-Açúcar a Partir do Terraço de Sir Henry Chamberlain resume bem as marcas de Nicolas-Antoine Taunay (1755-1830): um paisagista francês pouco afeito à escravidão e que veio para cá em busca da beleza dos trópicos. Assim como Jean-Baptiste Debret (1768-1848), ele integrou o grupo de artistas da Missão Francesa, que atuou no Brasil durante os tempos de dom João VI. Com curadoria de Lilia Moritz Schwarcz, a retrospectiva revela um forte teor histórico em boa parte das setenta pinturas reunidas. Além das imagens do Rio de Janeiro, a exposição apresenta retratos que Taunay fez de seus familiares, um lado menos conhecido de sua obra. Veja também na Pinacoteca: O ArtDeco Brasileiro: a Coleção Fulvia e Adolpho Leirner (mostra com 38 peças, entre mobiliário, tapeçarias, pinturas e esculturas)

Na Pinacoteca do Estado, até domingo dia 7 de agosto.

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a frança também é aqui

Isso aqui ôô, é um pouquinho de Paris iáiá!

Eu comecei a escrever este post, pensando em descobrir a influência francesa nas ruas de São Paulo e na sua arquitetura. Flanando* pela internet e pelas cidades, descobri que tudo começou mesmo no Rio de Janeiro, com a chegada no Brasil da Missão Francesa, em 1816.

Segundo consta, respondendo ao convite de Dom João VI, vários pintores (como Jean-Baptiste Debret), escultores e arquitetos formaram a Missão Francesa, liderada por Grandjean de Montigny, arquiteto de renome na Europa e nomeado aqui com o primeiro título oficial de professor de arquitetura.

A primeira obra de Montigny no Rio de Janeiro foi o pórtico da Academia Imperial de Belas-Artes, na rua Jardim Botânico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mas, o projeto mais representativo do neoclassicismo à la française é, segundo especialistas, o da Casa França-Brasil, ainda preservado e transformado em um espaço de intercâmbio cultural e artístico.

 

Confeso que quando vi o prédio fiquei um pouco confusa com a idéia de neoclássico, já que a tradução que vemos pelas ruas (pelo menos de São Paulo), nos prédios erguidos entre os anos 80 e 90, são provavelmente o imaginário de neoclássico produzido em massa por aí. Como este predinho comercial, que recebe a descrição “Predio todo decorado ao estilo neoclassico…”

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* Flanêur, objeto para mais um longo post, vem do verbo francês flâner, que significa “passear” (mas sem um roteiro muito pré definido). Um flâneur é aquela pessoa que anda pela cidade para experimenta-la.

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