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le beaujolais nouveau est arrivé!

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E é hoje! Comemorada simultaneamente em todo o mundo, a chegada do Beaujolais Nouveau é um grande motivo para erguer uma taça de vinho. Como dissemos aqui antes, há controvérsias sobre a sua qualidade, mas o fato de imaginar que o mundo todo abre suas garrafas no mesmo dia dá uma incrível sensação de estar fazendo parte de uma grande festa com 50 milhões de garrafas (a produção deste ano) não dá?

Uma amiga que está em Paris disse que por lá estavam distrubuindo, já à meia noite, vinho pela cidade inteira. Em Toquio, festas literalmente regadas a Beaujolais (com banho e tudo). Aqui, você pode conferir a “chegada” em alguns restaurantes da cidade, alguns franceses, como o Le Vin Bistro, outros nem tanto, como o japonês Aizomê e o italiano Salvattore.

Veja a lista compelta de restaurantes no site da importadora Mistral.

E bom vinho!

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Leia mais sobre o Beaujolais Nouveau aqui

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Arquivado em ...na vida, ...u-lá-lá!

le beaujolais nouveau est arrivé!

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Daqui a pouco muitos dos restaurantes e todas as importadoras de vinho estarão anunciando a chegada do Beaujolais Nouveau. O vinho, paparicado por uns, odiado por outros, tem sua “chegada” nos mercados de todo o mundo na terceira quinta-feira de todo mês de novembro. Sim. Uma loucura! O franceses fazem um esquema tal que milhares de estabelecimentos em 200 países recebem o famoso vinho no mesmo dia, o que ajuda a “marquetear” a chegada da safra. 

A descrição do vinho é simples: um vinho jovem e frutado, feito com uvas Gamay, no leste da França. É a primeira leva da safra do ano, de Beaujolais, por isso Nouveau.

A grande questão é que, diferentemente de outros vinhos franceses, feitos para durar, o Nouveau deve ser tomado em no máximo 90 dias e, dizem os especialistas, não tem muita personalidade. 

Mas, vale a pena pela festa e por mais um motivo para celebrar com taças erguidas!

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Aqui, alguns pareceres e informações sobre o Beaujolais

“A moda dos nouveau ditada nos termos da produção em massa, ao estilo fast food, foi responsável por colocar no mercado uma bebida pobre, com uma imagem de um vinho insípido feito para ser bebido imediatamente.”, de Jackson no QVinho

“Por ser novo, o Beaujolais Nouveau tem sabor excessivamente frutado, que não agrada a muitos brasileiros. Também é muito perecível e não deve ser guardado por mais de noventa dias.”, em reportagem antiga da Veja 

“Produzido na região francesa da Borgonha, o Beaujolais é um vinho vinificado rapidamente, num processo de maceração carbônica. Os primeiros escritos sobre ele são de 956 e referem-se aos vinhedos de Brulliacus – hoje, Brouilly. No século XVI passou a ser comercializado fora de sua região. Primeiro em Paris e, depois, em outras cidades francesas. Às vésperas da Revolução Francesa, uma grande comemoração foi feita em Paris para anunciar a chegada do Beaujolais Nouveau.” do Guia dos Curiosos

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“nunca pagaria R$ 7.500 num vinho”

Ufa!.. se o grande mestre Gildas D’Ollone é quem afirma, quem sou eu pra discordar… Há quase 20 anos à frente do respeitadíssimo Chateau Longueville Comtesse de Lalande, ele se considera um “tradutor da qualidade solo” de Bordeaux, França.  Recentemente esteve no Brasil para promover seus vinhos e visitar a filha que estuda no Rio. Segue uma passagem da entrevista que deu pra Folha:

FOLHA – Os consumidores de vinhos top realmente entendem de vinho?
D’OLLONE
– Na Ásia, quem mais entende são os japoneses. Na China e na Rússia ainda se compra pela marca. Nos EUA, em Cingapura e na Inglaterra há muitos especuladores, que fazem o preço do vinho subir muito. No Brasil, o mercado está dividido. Existem os conhecedores, que são de famílias mais antigas, e os novos milionários, amadores, que compram mais para mostrar.
Eles são como vitrines porque, de fato, consomem o vinho e mostram aos amigos.

FOLHA – Até que preço o senhor pagaria em um vinho?
D’OLLONE
– Meu limite são R$ 600, R$ 750. Eu nunca pagaria R$ 7.500 em um vinho. Isso é coisa para colecionadores de rótulos. Os que entendem e gostam de tomar vinho não pagam isso.

FOLHA – A classificação dos vinhos de Bordeaux foi feita em 1855. Não seria o caso de revê-la?
GILDAS D’OLLONE
– O impacto que essa mudança teria, principalmente no setor imobiliário, seria imenso. As terras em que são produzidos um premier cru, como o Latour ou o Lafite, chegam a valer quatro vezes mais do que as dos deuxième cru. Além disso, não precisamos nos preocupar com classificações, pois o mercado é quem comanda o preço dos vinhos de cada safra.

FOLHA – Há dois anos vocês foram comprados pela família Rouzard, dona da champanhe Cristal.
D’OLLONE
– Chegamos a conversar com a Chanel e a Hermès, mas preferimos entregar a um grupo que já tivesse conhecimento do mundo do vinho e uma distribuição mundial. A venda foi uma forma de perpetuar a marca e nosso trabalho. Se não fosse assim, poderia haver um grande problema no futuro com os herdeiros, já que nenhum quer ou está preparado para assumir o negócio da família.

FOLHA – O que mudou nos vinhos de Bordeaux nos últimos anos?
D’OLLONE
– Nossos consumidores são da geração Coca-Cola. Eles foram habituados a tomar coisas doces e isso modificou o paladar. Por isso, querem vinhos mais frutados, com menos taninos, mas que ao mesmo tempo possam ser armazenados por até 30, 50 anos. Os vinhos jovens de hoje são muito melhores do que há 30 anos.

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